Hoje
em dia, muitos professores têm uma ideia errada de que por já terem sua
formação não precisam buscar novos conhecimentos, novos horizontes no meio
digital, o que faz com que seus alunos achem suas aulas maçantes, e
repetitivas, as escolas têm o material necessário para uma inclusão básica no
meio tecnológico, já que o governo disponibiliza, porém, a própria escola não
faz uso desses recursos, por falta de profissionais na área, nem buscam se
profissionalizar na mesma, para que possam proporcionar melhor aprendizado aos
seus educandos.
Os
professores sabem que é necessário se especializarem no meio tecnológico para
uma educação básica melhor para seus alunos, porém, os mesmos não procuram tal
especialização, muitas vezes por falta de tempo ou até mesmo pelo desinteresse
do professor ou da escola, que acredita muitas vezes que a especialização de
determinado professor não será útil em sua área de atuação. As escolas tem sala
de informática, com computadores novos, porém não existe alguém especializado
na escola para manutenção dos mesmos, ou um professor especializado na área. Em
meio a essas observações surgem algumas dúvidas: O desinteresse em abranger a
escola para o meio físico-digital é somente dos professores e da escola? Quais
entidades também estão de certa forma, desinteressados com esse avanço?
O governo, municipal ou estadual, somente fornece os
computadores para as escolas, mas não dão uma qualificação profissional para os
professores, não lhes dão o incentivo necessário para que se adaptem ao básico
do meio digital, poucos professores, que buscam essa especialização por fora
das qualificações aparentemente oferecidas pelo governo, não obtém muito
reconhecimento, somente certificados a mais, mas não se dão conta que esses
certificados a mais, darão títulos e muitos reconhecimentos para o professor e
consequentemente para o município, mas o próprio governo não reconhece tal
coisa, o que nos faz entrar em outro assunto que, embora recente, causa muita
polêmica, é tema de muitos debates virtuais e físicos, a exclusão no meio
digital, embora as pessoas que estão por fora do sistema, elas não entendem a
complexidade que o sistema possui, mas existem pessoas dentro do sistema que o
deixa problemático, desviando-o da sua função: ajudar a educação.
Com a evolução das novas tecnologias, a Internet é cada
vez mais procurada e consequentemente mais utilizada em todo mundo, no ultimo
trabalho entregue, o tema abordado foi informação e sociedade, a informação
através da Internet é grandiosa, com várias fontes e várias opções de ponto de
vista diferentes, porém essas informações nem sempre estão corretas, mas com
toda essa evolução, surgem às redes sociais, e os grupos antes feitos nas salas
de aulas e nos shoppings, são encontrados agora nas redes sociais.
Algumas poucas pessoas
ainda se dedicam na busca pela informação com a ajuda de Internet, e passam
madrugadas estudando, em busca de um futuro próspero, mas a maioria das pessoas
que passam a madrugada nas redes sociais acaba por ver um excesso de
informações novas e muitas vezes inúteis, porém, como querem viver o presente,
somente aquela informação basta, estar por dentro das redes sociais é o que
vale a pena, e acabam por excluir os outros que estavam procurando por fontes
corretas, que traga um futuro, ou uma prosperidade instantânea.
Como professores, devemos estar por dentro das redes
sociais, saber o que acontece no meio dos nossos educandos, para que assim,
possamos fazer aulas mais interessantes, que prendam a atenção dos mesmos,
porém, sem se prender somente às redes sociais e aos círculos que
automaticamente se formam, devemos procurar fontes seguras de informação para
uma educação básica correta, fazendo uma base boa para o futuro de nossos
alunos. A internet abrange tanta coisa que mal sabemos onde eles podem parar se
não tiverem limites, quando estou me relacionando com eles pela internet, eu
automaticamente os impeço de irem buscar outros rumos como a pornografia.
Com toda essa facilidade ao acesso à informação digital,
as coisas ficam realmente mais fáceis de serem ensinadas? Com tantas páginas na
Internet e tantos pontos de vista diferentes, como explicar aos alunos que
muitas dessas informações são incorretas e prejudiciais? Com toda essa
facilidade de encontrar informação na Internet, acaba por ser mais difícil de
ensinar uma determinada disciplina, já que os alunos procuram entender de
maneira mais simplificada em algumas fontes na internet, o que torna a sua
matéria, sua maneira de ensinar maçante para eles, nos resta procurar uma
didática melhor de ensino para os alunos, e explicar que muitas informações que
eles buscam na internet, embora venham de maneira simplificada, estão
incorretas e são prejudiciais para seu aprendizado, devemos tornar as aulas
mais interessantes, com jogos educativos, ou recursos visuais e auditivos, para
que eles aprendam mais rapidamente e que os deixem interessados na disciplina.
Ao falarmos da facilidade de acesso a Internet e a
exclusão digital, entramos em outro tema que vem desde os primórdios da
humanidade, a desigualdade social e econômica. Voltando à vivência feita em uma
escola da rede pública, os professores não se interessam por uma especialização
também pelo fato de que tem receio de seus alunos não gostarem ou não
entenderem os recursos utilizados, alunos de classe social média baixa ou
baixa, são muitas vezes causa de certo preconceito relacionado à capacidade de
pensar e sua inteligência é questionada.
Os alunos não têm acesso à
tecnologia, por que muitas vezes a escola e o governo não querem que esse acesso
ocorra, fazendo com que a capacidade de crescer da criança diminua, e as
crianças cujos pais procuram por uma escola da rede particular, muitas vezes
também têm sua capacidade atrofiada, já que os professores são pagos para lhes
darem um assunto de fácil compreensão, não estimulando a interpretação do
aluno, a desigualdade ocorre em um debate entre os grandes e os pequenos, onde
os grandes sempre terão razão, e os pequenos sempre sofrerão as consequências
dos quereres dos grandes, onde o governo decide, e as escolas fazem a vontade
de tal, muitas vezes pensando que isso seja o melhor para a educação do país,
mas nessa educação, não ocorre evolução de pensamento, de informações, e as
poucas que buscam essa evolução são consideradas erradas perante a lei.
Tendo dito isso, entra o
tema globalização, mas o que é a Globalização? As pessoas acreditam que a globalização é a evolução de
tudo, evolução da informação, um mundo sem fronteiras, onde todos são iguais,
não há desigualdade social, e o capitalismo não domina, é uma concepção errada
do real conceito de globalização, a informação em estado bruto em relação ao
conceito de globalização quer dizer: é a democratização das sociedades em
escala internacional, a criação de um espaço unificado de expectativas de igualdade.
Em suma, é correta a definição acima, porém não é o que acontece, a
globalização é sim a democratização entre as sociedades, mas o capitalismo e as
desigualdades sociais e econômicas ainda são fortes, acabam sendo mais forte
que antes da Revolução Industrial.
A globalização traz uma
espécie de união entre as nações, tornando possível uma comunicação e acesso ao
mundo exterior melhor que antes, os países relacionam entre si, as pessoas
podem se comunicar com outras a quilômetros de distância, a indústria está de
certa forma, mais acessível para todas as classes sociais, porém a desigualdade
se transferiu de um mundo físico para um mundo virtual, os preconceitos
passaram a ser maiores, já que a informação é transferida na velocidade da luz,
um pequeno erro pode ocasionar na perda do esforço de uma vida inteira, isso é
o que a globalização e o excesso de acesso à informação faz com as pessoas que
a usam para fins maléficos e prejudiciais aos outros.
Como professores, devemos
entender e aceitar a ajuda que a internet nos traz, mas devemos também
reconhecer o afastar de nós mesmos e nossos alunos as coisas prejudiciais que
ela pode trazer também, temos que aprender que procurar pela informação correta
é difícil, mas é essencial, enquanto a facilidade pode acarretar em uma
educação básica prejudicial.