sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Somos todos iguais perante a lei?

“Somos todos iguais perante a lei”, é o que sempre dizem, mas não é o que acontece, há pouco tempo, prestei concurso para a polícia federal, uma das questões da prova, afirmava sobre o racismo ser um crime hediondo, inafiançável, o que está certo, mas como vimos essa semana, uma australiana pode cometer esse crime e sair impune, com um advogado consegue responder o processo e liberdade, agora me pergunto: onde se encontra a igualdade? Que igualdade é essa que os pobres que dizem que alguém é preto ou neguinho são presos, e que os ricos podem gritar e ofender os outros e saem impunes? Isso quer dizer que para as pessoas de classe baixa ou médio-baixa a lei de que o racismo é inafiançável e sujeito a prisão imediata, mas para as pessoas de classe médio-alta ou alta, é um crime que se pode negociar.


Como professores devemos saber abordar isso em sala, mas como explicar aos alunos essa diferença de classes, quando o governo afirma que somos iguais perante a lei? Todos falam de igualdade, mas essa tal igualdade só nos distancia, porque sempre temos preconceito, quando se trata de cor, as pessoas acham que são umas melhores que as outras, mas é um preconceito sem sentido, somos todos diferentes, mas é o respeito por essa diferença que traz a igualdade, como professores devemos mostrar para nossos alunos como é realmente a vida, e incentivá-los a melhorar, a não cometer esse tipo de coisa absurda, devemos esclarecer o significado da igualdade racial, sexual e etc, o mundo caminha conforme ensinamos nossos alunos à serem pessoas melhores para um mundo realmente igual nas diferenças, devemos formar a moral e a ética dos nossos alunos, o preconceito é uma questão de moral, a opinião também, mas levar isso adiante de forma grosseira é questão de ética, mas não da presença dela, e sim da falta de ética na sociedade, os pensamentos de um professor para seus alunos e para o mundo deve ser critico, honesto, humilde, e principalmente respeitoso, o respeito é o principio de tudo, e é com respeito que devemos formar o amanhã.
Para quem não viu a reportagem essa semana, deixei o link abaixo:
http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2014/02/cobradora-de-onibus-e-manicure-sao-vitimas-de-preconceito-racial-no-df.html

Um comentário:

  1. A Carta Magna diz: "Todos são iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país: a inviolabilidade do direito a vida, a liberdade, a igualdade e a segurança e a propriedade (...)" Especificamente o artigo 5º do texto constitucional abrange os direitos e garantias fundamentais do povo brasileiro. Todavia, vemos em jornais sobre injúrias raciais e atitudes homofóbicas vão exatamente contra aquilo que é líquido e certo na legislação vigente. Cidadãos infringentes devem sofrer reclusão à altura do delito cometido. Não somente indenizar a vítima ou prestar serviços comunitários. A honra afetada de uma pessoa não se resume a esse "reparo de dano". Será mesmo que a culpa é da lei maior ou do cidadão que sempre dá o seu "jeitinho" de se sobressair?

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